SUS amplia fila zero para próteses de alta tecnologia
Novas diretrizes do Ministério da Saúde reduzem tempo de espera e incorporam próteses mioelétricas no catálogo do SUS em 2026.
O Ministério da Saúde anunciou nesta semana um avanço histórico para a reabilitação física no Brasil. Em decisão publicada no Diário Oficial da União neste mês de julho de 2026, a pasta oficializou a ampliação da oferta de próteses de alta tecnologia pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além da implementação do programa Fila Zero para reabilitação motora em todo o território nacional.
A medida contempla a incorporação de componentes mioelétricos e articulações hidráulicas avançadas para membros superiores e inferiores, dispositivos que anteriormente estavam restritos à rede privada de saúde ou a longos processos judiciais. A expectativa do governo federal é atender mais de 45 mil pessoas em fila de espera nos próximos 12 meses, com prioridade para trabalhadores vitimados por acidentes de trabalho, gestantes e crianças em idade escolar.
Segundo dados da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, o investimento inicial será de R$ 380 milhões, destinados integralmente à aquisição de insumos modernos e à reestruturação física dos Centros Especializados em Reabilitação (CER). Além do fornecimento direto dos equipamentos, os centros contarão com equipes multidisciplinares altamente capacitadas para acompanhar o processo de adaptação dos pacientes, envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, protetizados e psicólogos de forma integrada.
A falta de adaptação adequada e a extrema lentidão no acesso a tecnologias assistivas de ponta sempre foram gargalos históricos do sistema público. Com a consolidação do novo protocolo nacional de atendimento, o tempo médio entre a avaliação médica inicial e a entrega final da prótese customizada deve cair de três anos para cerca de noventa dias nas principais capitais e regiões metropolitanas do país.
Especialistas e entidades da sociedade civil comemoram entusiasticamente a iniciativa, ressaltando que o ganho de autonomia motora impacta diretamente a reinserção no mercado de trabalho, a independência cotidiana e a elevação da auto estima das pessoas com deficiência física. A ampliação desse serviço fundamental reforça o papel transformador do SUS como uma referência internacional em inclusão social e acesso universal à saúde de qualidade.

