SUS amplia entrega de próteses biônicas em 2026
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    SUS amplia entrega de próteses biônicas em 2026

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    Ministério da Saúde expande acesso a tecnologias assistivas e próteses de alta performance em Centros Especializados de Reabilitação no país.

    Em setembro de 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) consolidou um marco decisivo na atenção integral à pessoa com deficiência. Por meio da expansão da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, dezenas de novos Centros Especializados em Reabilitação (CER) passaram a confeccionar e distribuir próteses modulares de alta tecnologia e modelos mioelétricos para membros superiores e inferiores em diversas regiões do país.

    A medida, impulsionada pelas metas atualizadas do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, atua diretamente no gargalo histórico de espera por órteses e próteses. Uma das grandes inovações adotadas neste ciclo foi a modernização das etapas de medição. O escaneamento tridimensional e a impressão em modelagem 3D, integrados às oficinas ortopédicas públicas, reduziram o tempo de confecção de encaixes de semanas para poucos dias úteis.

    Além do fornecimento do equipamento, o novo protocolo prioriza o acompanhamento multidisciplinar. O processo clínico abrange fisioterapia intensiva, terapia ocupacional e suporte psicossocial durante todas as fases de protetização. Especialistas ressaltam que o dispositivo isolado não assegura a reintegração funcional; é o treinamento biomecânico contínuo que devolve a autonomia diária e previne lesões secundárias decorrentes de sobrecargas posturais.

    Para ter acesso aos dispositivos, o cidadão deve iniciar o percurso terapêutico na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Após o encaminhamento médico, o paciente é direcionado via regulação para avaliação funcional detalhada em um CER habilitado, onde a equipe multiprofissional prescreve o modelo mais compatível com sua rotina, ocupação e objetivos de mobilidade.

    Com a descentralização do serviço alcançando municípios do interior nas regiões Norte e Nordeste, a iniciativa busca diminuir assimetrias regionais no acesso à reabilitação. O objetivo das secretarias de saúde é zerar as filas prioritárias cadastradas nos sistemas estaduais até o fim deste ano, promovendo independência funcional e viabilizando a plena reinserção comunitária e profissional dos beneficiários.

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