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Novos Padrões de Acessibilidade Digital no Brasil em 2026
Entenda as novas exigências para sites governamentais e do varejo, que prometem garantir acesso total a leitores de tela e navegação por voz.
Em julho de 2026, o Brasil dá um passo decisivo no fortalecimento da inclusão com a implementação das diretrizes atualizadas do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) e novas fiscalizações sobre o e-commerce nacional. A medida visa garantir que plataformas governamentais e corporativas ofereçam navegação plenamente funcional para pessoas com deficiência visual, auditiva, motora e cognitiva.
Segundo levantamentos recentes do Observatório de Tecnologia Assistiva, mais de 80% dos sites do setor privado no país ainda apresentavam barreiras graves de navegação até o início deste ano. Entre os principais problemas identificados estavam a ausência de texto alternativo em imagens, falta de contraste de cores, navegação incompatível com leitores de tela e formulários sem etiquetas de identificação adequadas.
As novas regras estabelecem prazos rigorosos para adequação, com previsão de advertências e multas para portais que descumprirem os critérios mínimos das diretrizes internacionais da WCAG 2.2. A fiscalização abrange desde a facilidade de navegação por teclado até o suporte a tecnologias assistivas de última geração, como softwares de conversão de texto para Libras por inteligência artificial e acionadores de voz otimizados.
Para os consumidores, as mudanças representam autonomia na realização de tarefas cotidianas, como compras online, agendamento de consultas e acesso a serviços bancários. Especialistas em direitos da pessoa com deficiência destacam que a acessibilidade digital deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito essencial de cidadania e conformidade legal.
Empresas que já investiram na reformulação de suas plataformas relatam um aumento expressivo no engajamento e no público consumidor. A expectativa das entidades de defesa dos direitos PCD é de que até o final de 2026 a taxa de conformidade digital dos portais brasileiros alcance níveis históricos, consolidando o Brasil como uma referência em legislação inclusiva no meio virtual.



