Mercado de Trabalho

    Lei de Cotas completa 35 anos com foco em qualificação

    há 4 meses

    Em 2026, empresas brasileiras focam em programas de treinamento para preencher vagas técnicas destinadas a pessoas com deficiência.

    Ao completar 35 anos de existência em 2026, a Lei de Cotas (Lei 8.213/91) vive um novo momento no Brasil. A fiscalização mais rigorosa e a maturidade das políticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) levaram as organizações a olhar além das vagas operacionais, buscando profissionais PCD para cargos de liderança e alta especialização técnica. O grande diferencial deste ano tem sido as parcerias entre o setor privado e instituições de ensino para a criação de 'bootcamps' e cursos de extensão exclusivos para pessoas com deficiência. O objetivo é sanar o gap de qualificação que muitas vezes é utilizado como justificativa para o não preenchimento das cotas em setores como tecnologia da informação, engenharia e finanças. Segundo o último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), as contratações para cargos de nível superior para PCD cresceram 12% nos últimos 12 meses. Esse movimento reflete uma mudança de mentalidade: a inclusão deixou de ser uma obrigação legal para se tornar uma estratégia de negócio. Diversos estudos publicados neste ano reforçam que equipes diversas são mais inovadoras e apresentam maior capacidade de resolução de problemas complexos. Todavia, o caminho para a inclusão plena ainda exige atenção à acessibilidade atitudinal. Treinamentos contra o capacitismo para gestores tornaram-se o serviço mais buscado por consultorias de recursos humanos em 2026. A meta agora é garantir que, uma vez contratada, a pessoa com deficiência encontre um ambiente que favoreça sua permanência e progressão de carreira, combatendo a alta rotatividade que ainda marca o setor.

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