Educação
Cotas em Universidades: Novo Recorde de Matrículas PCD
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O primeiro semestre de 2026 registra o maior número de estudantes com deficiência ingressando no ensino superior público brasileiro através da Lei de Cotas.
O cenário da educação superior no Brasil atinge um marco histórico em junho de 2026. Segundo dados preliminares do Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas de pessoas com deficiência (PCD) em universidades federais e institutos tecnológicos cresceu 18% em comparação ao ano anterior. Este avanço é reflexo direto da consolidação das novas diretrizes da Lei de Cotas, que em 2024 passou por revisões cruciais para garantir a reserva de vagas proporcional à presença de PCD em cada estado.
Especialistas em educação inclusiva apontam que o aumento não se deve apenas à reserva de vagas, mas também a um investimento recorde em programas de permanência estudantil. No orçamento de 2026, o Governo Federal destinou recursos específicos para a aquisição de tecnologias assistivas, como softwares de leitura de tela avançados e sistemas de tradução simultânea em Libras para aulas presenciais e remotas. Além disso, a presença de núcleos de acessibilidade nas instituições tornou-se obrigatória para o recebimento de verbas federais.
Contudo, o desafio da permanência ainda persiste. Embora o ingresso tenha sido facilitado, a taxa de evasão entre alunos com deficiência ainda é superior à média geral. Para combater esse índice, universidades estão implementando mentorias personalizadas e adaptando currículos para métodos de avaliação mais acessíveis. O foco agora se volta para a infraestrutura física dos campi mais antigos, que ainda demandam reformas estruturais urgentes para garantir a autonomia plena de estudantes com mobilidade reduzida.
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