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Brasil aprova novas diretrizes para acessibilidade digital
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Novas normas estabelecem critérios rigorosos para sites governamentais e de grandes empresas garantirem navegação plena para PCDs.
O Governo Federal oficializou, nesta semana de março de 2026, a nova atualização das Diretrizes Brasileiras de Acessibilidade Digital (DBAD). A medida visa alinhar o país aos padrões internacionais WCAG 2.2, exigindo que portais de serviços públicos e plataformas de e-commerce com faturamento superior a R$ 10 milhões adaptem suas interfaces para leitores de tela e comandos de voz.
De acordo com os dados mais recentes do Censo de Acessibilidade Web, apenas 2,5% dos sites brasileiros eram considerados plenamente acessíveis no início de 2025. Com a nova regulamentação, a expectativa é que esse número salte para 30% até o fim do próximo ano. As sanções para o descumprimento incluem multas diárias e a suspensão temporária da licença de operação digital para serviços essenciais que não oferecerem alternativas inclusivas.
Especialistas em tecnologia assistiva afirmam que a mudança não é apenas uma questão de conformidade legal, mas uma oportunidade de mercado. Estima-se que a inclusão digital de pessoas com deficiência visual e motora possa injetar cerca de R$ 5 bilhões anuais na economia através do comércio eletrônico. As empresas agora correm para contratar desenvolvedores especializados em código semântico e UX design inclusivo.
Além da navegação, a norma exige que vídeos institucionais contenham audiodescrição e tradução em Libras de forma nativa. O Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou simultaneamente uma linha de crédito subsidiada para startups que desenvolvam plugins de inteligência artificial voltados à correção automática de contraste e redimensionamento de fontes em tempo real.
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