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Após 4 anos de separação, gêmeas siamesas aguardam próteses em MT

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Quatro anos após serem submetidas a uma cirurgia de separação, as gêmeas siamesas que moram no Vale de São Domingos, a 491 km de Cuiabá, se locomovem com a ajuda de cadeira de rodas e aguardam próteses para conseguirem andar melhor. Elas têm quatro anos, mas em janeiro do ano que vem já completam 5. Keroly e Kauany ainda continuam o tratamento em São Paulo.

A mãe das meninas, Selma Miranda, disse aguardar as próteses de pernas para que as filhas possam andar normalmente. “Já fizeram o molde das próteses delas. Agora tem que esperar o material chegar e, então, tentar colocar”, disse. Para melhor locomoção ao saírem de casa, as meninas conseguiram a doação de cadeiras de rodas pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.

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As gêmeas nasceram unidas pelo abdômen e foram separadas quando tinham um ano, em 2011. Com a cirurgia, Keroly ficou sem o intestino delgado, sendo o cuidado maior com sua saúde. Mas as irmãs mostram que isso não é problema e se movem pelos cômodos da casa com facilidade.

A mãe das meninas está com dificuldade para conseguir as bolsas de colostomia para as crianças. Ela contou que conseguia as bolsas no Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá, mas, por falta de recursos, a unidade não vai mais disponibilizar as bolsas para os municípios do interior do estado.

O diretor geral do Hospital, Francisco Souto, disse que a unidade atende apenas a capital, por meio de um contrato firmado com a Secretaria Estadual de Saúde e que não tem recursos suficientes para atender o restante do estado.

Quando descobriu que estava grávida das gêmeas siamesas, a mãe contou que não tinha conhecimento do que significava. “Foi um susto muito grande, todo mundo da família levou um susto. Nós não sabíamos como elas poderiam ser”, afirmou Selma.

A descoberta ocorreu no sexto mês de gestação, momento em que o médico disse que via pelo ultrassom um corpo, três pernas e duas cabeças. Elas nasceram no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá, e foram operadas pela equipe do Instituto da Criança, em uma complexa cirurgia que durou 12 horas. Como a terceira perna estava malformada, ela foi amputada e cada criança ficou com um membro.

 

Fonte: G1

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