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Casal de cadeirantes sofreu preconceito com gravidez: ‘Achavam absurdo’

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Elaine Medeiros, cadeirante há 50 anos, leva uma vida ativa e lembra que ensinar o filho a andar foi uma fase complicada
Quem acredita que a deficiência física é um limitador para a felicidade, não conhece Elaine Medeiros. Ela é cadeirante há 50 anos e não se intimidou com as dificuldades impostas pela vida. A ex-procuradora, que ficou paraplégica aos dez anos em função de uma sequela de poliomielite, superou todos os preconceitos, casou com um cadeirante e teve um filho.

Apesar da rotina praticamente normal e muito ativa, Elaine contou que passou por situações bastante constrangedoras ao lado do marido. A ex-procuradora explicou que as pessoas ficavam chocadas quando descobriam que ela se casaria com um cadeirante, assim como ela: “Elas diziam: ‘Para que casar? Isso é uma loucura! Como vão fazer?’. Até porque a sexualidade é uma curiosidade muito grande para as pessoas. A gente achava graça porque para nós era tudo muito normal e não entendíamos como as pessoas podiam externar um pensamento absurdo desses”.

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Elaine e o marido Maruf 

Elaine lembrou que a gravidez também não foi nada fácil: “Quando entrei na minha sala, uma pessoa do trabalho disse: ‘O que fizeram contigo?’. Como se eu tivesse sido violentada. E falou: ‘Você esta grávida? Que absurdo’. Eu achei até engraçado”, contou.
Mãe de Saulo Aride, redator do Encontro, ela relembrou a infância do filho. “Uma coisa que foi bastante complicada foi ensiná-lo a andar. Foi tudo meio enrolado. Eu tive a ideia de amarrar uma fralda na cintura dele e eu ir andando. Foi uma fase difícil”, disse ela, que contou ainda que o filho nunca se sentiu diferente dos outros colegas por conta da deficiência dos pais: “O Saulo tinha uma coisa assim: tudo a mãe dele podia fazer. Um dia ele chegou e falou: Mãe, te inscrevi para a corrida da escola. E eu fui com a cadeira”.

 

Fonte: gshow.globo.com

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