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Superação: após acidente de trabalho, policial militar vira atleta cadeirante

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No ano de 2007, André Luis da Rocha Antunes foi obrigado a deixar a farda de policial militar. A decisão não foi por opção, mas sim por circunstâncias da vida. Durante o atendimento de ocorrência, a queda sobre um muro mudou o futuro do PM que atuava na Força Tática.

“Devido ao acidente de trabalho, sofri uma lesão na coluna e tive sequelas nos membros inferiores. Tive que passar por cinco cirurgias e ainda foi preciso colocar marca-passo para controlar a dor, que era intensa. Foram três anos de muita morfina”, lembrou André.

Com o afastamento definitivo do serviço, foi tomado pela depressão. O remédio para superar os obstáculos veio através do apoio da família. Casado e pai de três filhos, André descobriu que era possível enfrentar as limitações físicas e principalmente as psicológicas.

“Só tenho que agradecer a Deus, esposa, filho e amigos. Eles nunca me abandonaram e sempre ficaram ao meu lado. Além disso, o tratamento com fisioterapia e hidroterapia foi essencial para minha recuperação”, explicou o PM reformado.

Hoje, aos 36 anos de idade, André transformou a depressão em alegria de viver. Depois de conhecer o Projeto Esporte para Todos, de Taubaté, conseguiu enxergar um futuro mais intenso e cheio de surpresas.

“Em agosto deste ano a minha vida teve uma mudança 100% radical em todos os aspectos. Na equipe um sempre aprende com o problema do outro. Me sinto bem não só fisicamente, como psicologicamente. Algo fantástico e magnífico. Até o meu relacionamento dentro de casa melhorou”, ressaltou.

Basquete sobre rodas, arremesso de peso e disco são as modalidades que estão na rotina de André Luis. Mesmo com pouco tempo de experiência, já garantiu medalha de ouro na 2ª Copa São Paulo de Paratletismo, realizada em outubro, além do índice nacional no arremesso de peso. Porém se engana quem acha que é o suficiente para o esportista. A meta agora é a Paralimpíadas do Rio em 2016.

“Estou próximo de bater o recorde nacional, que é de 10,08 metros. Nos treinos já cheguei a 9,80 e sei que posso ir mais longe. Sonho com as Paralimpíadas e sei que isso é possível. Com a orientação do professor Asdrúbal Nascimento e o apoio da minha família, posso ir mais além. Quero representar Taubaté e o Brasil nas competições”, completou o campeão.

 

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