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Porto Alegre implanta tecnologia para transporte de deficientes visuais

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A prefeitura de Porto Alegre apresentou na última sexta-feira um novo sistema que vai facilitar o transporte de deficientes visuais no ônibus da linha 510 – Auxiliadora, chamado de DPS 2000.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Smacis) em parceria com a Carris e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tem como objetivo permitir que este público tenha acesso aos serviços de transporte coletivo de forma autônoma e segura através de um equipamento transmissor. A tecnologia deve entrar em operação nesta segunda-feira e permanecer ativo por um mês, tempo determinado para a fase de testes.

Segundo o secretário municipal Raul Cohen, a linha 510 foi escolhida para iniciar o projeto em função do grande número de deficientes visuais que utilizam o coletivo. “A ideia surgiu da necessidade de abordar a inclusão social a partir de um sistema tecnológico capaz de facilitar o uso de ônibus por cegos”, explica ele. De acordo com Cohen, todos os ônibus da linha estarão equipados com o sistema.

Para acionar o aparelho, o usuário deve estar no ponto de ônibus e fazer a solicitação através de um sinal de rádio, que passa a ser continuamente transmitido até a chegada do coletivo. Desse modo, o motorista sabe que deve realizar a parada. O sistema funciona por dois módulos: um transmissor usado pelos passageiros, e um receptor, instalado nos veículos.

Segundo o secretário, o projeto é um avanço na cidade de Porto Alegre e uma necessidade que já deveria ter sido implementada. “Nesta primeira fase do projeto houve a seleção dos grupos de passageiros que foram previamente treinados para serem beneficiados pelo sistema”, afirma. Cohen destaca que os motoristas da linha também receberão qualificação para atender ao público.

Os usuários são associados das entidades União de Cegos do RS (Ucergs), Associação de Cegos do RS (Acergs) e Associação de Cegos Louis Braille (Acelb), e devem apresentar um relatório ao final do processo. Segundo o secretário, se aprovado pelos deficientes durante o período de testes, o novo sistema deve ser expandido para outras linhas da capital.

 

Fonte: Terra

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