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Rampas levam pessoas com deficiência física para muros e matagais em Delfim Moreira

Moradores da cidade de Delfim Moreira (MG) questionam a utilização do dinheiro público para a construção de rampas para deficientes físicos na cidade. Muitas delas levam as pessoas a muros e matagais. Uma termina em uma cerca e a outra em um rio. Cerca de 10 rampas foram construídas no bairro Caquende, mas quase todas levam a lugar nenhum.

Além da rua ser estreita, todo o calçamento do bairro Caquende é com bloquetes, o que deixa o piso irregular. Passar com a cadeira de rodas é complicado e é aí que faz falta a acessibilidade, que neste caso não existe. Pedestres são obrigados a dividir o mesmo espaço que os carros e até mesmo com o gado, que circula pela rua.
Em um ponto da via, o barranco cedeu e não há calçada. De um lado, não dá para passar nem uma pessoa, o que revolta os moradores da cidade, como é o caso do microempreendedor Luiz André da Silva discorda da construção das rampas. “As pessoas precisam ir pelas ruas, já que pela calçada não dá”, destacou.

A obra da ‘acessibilidade’ foi feita no final da última gestão e foi acompanhada por José de Assis, que já era vereador e acumulava a função de chefe de obras. “Ainda não tem a calçada, mas a tendência é que tenha, o que vai facilitar bastante”, disse.
Questionados, os cadeirantes da cidade não quiseram falar sobre o acesso e apesar de discordarem da obra, não quiseram gravar entrevista, entretanto, a psicóloga Denise Diniz questiona as obras. “Isso é um insulto aos cadeirantes. Essas rampas são um desperdício do dinheiro público, já que não serve para nada. Os deficientes buscam acessibilidade e isso definitivamente não é”, pontuou.

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Já o prefeito José Fernando Coura, que na outra gestão era vereador, disse que a obra foi realizada no final do mandato. “Não conhecíamos o projeto, mas vamos avaliar e ver o que podemos fazer, pois desta vez não tem condições, né?”, destacou.
Em outras cidades
A situação em Delfim Moreira lembra a de Alpinópolis (MG). Há três anos foram construídas rampas de acessibilidade que levavam a muros e cercas. Em 2012, o mesmo aconteceu em Carmo da Cachoeira (MG), onde as rampas também terminavam em matagais, muros e barrancos e os prédios públicos continuavam sem acessibilidade.

 

Fonte: G1

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