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Deficiente intelectual e surda se unem em casamento especial no Acre

Este é o primeiro casamento oficial entre alunos da Apae em Rio Branco

casamento entre pessoas com deficiência

Francisco Neto (27) e Geice do Carmo (20) se casaram na noite de sábado do dia (23/02/2013) na Paróquia Divino Espírito Santo, em Rio Branco(AC), e essa notícia não seria diferente de outros anúncios de casamento, não fosse por um detalhe. O noivo possui deficiência intelectual e a noiva é deficiente auditiva. A cerimônia teve intérprete para os convidados.
O casal se conheceu na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), instituição que Neto frequenta há 16 anos e ela há dois. O namoro começou em agosto de 2012 por insistência do rapaz. “Começamos assim, de colegas viramos namorados. Eu que tomei a iniciativa. Ela teve um pouco de dúvida, mas aceitou”, conta.
Como a moça só se comunica através da linguagem de sinais (Libras) Neto teve que aprender a utilizar o sistema. “Tô aprendendo a cada dia”, diz.
Assim como qualquer casal eles fazem diversos programas juntos. “A gente gosta de passear, tomar sorvete, ir à igreja”, conta Neto.
A cerimônia de casamento foi como manda a tradição. Primeiro, Francisco Neto pediu a mão de Geice à família dela, que deu apoio ao matrimônio. Geice entrou na igreja vestida de noiva. A data escolhida pelo noivo é especial por ser no mesmo mês do aniversário dele, ocorrido no dia 7 de fevereiro.
Vida a dois e filhos
O casal ainda não discutiu se terão filhos. De acordo com a assistente social da Apae, Fabíola Freitas, a recomendação da instituição nesses casos é que não tenham filhos. “O certo é um cuidar do outro, que sejam companheiros e passem a ser como um só. Uma criança entre os dois seria uma situação complicada”, explica.
Ela conta ainda que esse é o primeiro casamento oficial entre alunos da Apae no Acre desde a fundação da instituição no estado.
O casal irá morar em uma casinha que pretendem construir no quintal da mãe da noiva, mas por enquanto irão viver em outro quarto na casa dela. “Nós estamos juntando o material para construir e morar lá”, diz.
Responsável por celebrar o casamento, o padre Luiz Pieretti, conta que essa foi a primeira união do gênero que ele realiza e deseja sorte aos recém-casados. “Eu nunca havia celebrado uma união do tipo. Espero que a família os apoie e que os dois tenham entendido o sentido do casamento e consigam viver a dois”, ressalta.
Preconceito
Apesar de viver um momento de felicidade, Francisco Neto conta que já sofreu preconceito por possuir deficiência intelectual. “Já sofri preconceito, me xingavam e eu baixava a cabeça. Mas quero que saibam que eu sou uma pessoa normal, só tenho um defeitinho e não vou mais baixar minha cabeça”, disse.

 

 

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