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Em protesto, homem empurra cadeira de rodas por 6,5 mil km até o DF

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Ativista quer entregar proposta sobre acessibilidade à Câmara Legislativa. Em passeio pela Esplanada, homem enfrenta dificuldades de locomoção.

O ativista mineiro José Geraldo Castro, conhecido como Zé do Pedal, chegou a Brasília na tarde desta terça-feira (24) empurrando uma cadeira de rodas para alertar as pessoas sobre os problemas com acessibilidade. Ele começou a cruzada em 10 de fevereiro, e de Roraima até o DF percorreu 6,5 mil quilômetros. O homem disse já ter passado por 73 países defendendo a casa.

Castro anda sempre a pé com a cadeira, com a qual testa os obstáculos pelos percursos. Ele diz que pretende entregar uma proposta de projeto de lei sobre a questão à Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Em um passeio pela Esplanada dos Ministérios, o homem percebe as dificuldades provocadas pela falta de rampas nas calçadas em frente à Catedral Metropolitana. Uma das únicas encontradas situa-se no Ministério da Cultura. Há outras cobertas com cimento.

“Tem passeios para todo mundo usar, menos para pessoas com deficiência”, diz. Castro afirma que no país, ao contrário do que ocorre na Europa, a maioria das cidades tem problemas de acessibilidade. “Aqui é tudo igual. Lá talvez tenha 1% dos problemas que temos aqui.”
Os buracos são outros problemas. “Não são só as rodovias da gente que estão em estado ruim. As calçadas também.”

Para Zé do Pedal, a recompensa pela jornada vem por meio declarações de pessoas que conhece. “Eu estava no México, fui fazer uma palestra na escola e após a palestra uma crianças chegou para mim e falou assim: ‘Senhor Castro, obrigado por fazer isso também por mim.’ Então, é isso que te motiva.”

Fonte: G1

4 thoughts on “Em protesto, homem empurra cadeira de rodas por 6,5 mil km até o DF

  1. A acessibilidade atravanca a inclusão. Nada poderemos se as cidades não obedecerem as Norma de Acessibilidade.
    Os municípios que recebem recursos de órgãos governamentais deveriam ser obrigados a devolvê-los caso não a cumpram. Mas não existe fiscalização, nós precisamos fiscalizar e cobrar dos governantes…..Isso não pode continuar na conversa…

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