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Os Deficientes Visuais de Guarujá tem Progredido

Os deficientes visuais de Guarujá tem progredido e alcançado bons resultados na vida social devido ao apoio da prefeitura local

“O essencial é invisível aos olhos”. É com essa citação do livro O Pequeno Príncipe, que a professora da Escola Municipal Giusfredo Santini, Luciana Miranda de Melo define o trabalho da Educação Especial de Guarujá com os deficientes visuais (DV) do Município. As Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) com atendimento direcionado aos alunos com DV são apenas um exemplo dos esforços da Prefeitura, na inclusão social dos especiais.
A Sala funciona no contraturno escolar. São desenvolvidas atividades de acordo com as necessidades educacionais específicas dos alunos, tais como: ensino da informática acessível; ensino do sistema braille; ensino do uso do soroban (instrumento de cálculo chinês); ensino das técnicas para a orientação e mobilidade; ensino da comunicação aumentativa e alternativa; ensino do uso dos recursos de tecnologia assistiva; e atividades de vida autônoma e social.
Segundo a professora da SRM da Escola Municipal Giusfredo Santini (Rua São João Batista, 380 – Morrinhos II), Luciana de Melo, esse trabalho tem dado resultados na vida social dos alunos com deficiência visual. Um exemplo é Guilherme dos Santos Matos, 15 anos, que é totalmente cego. O estudante da EM Maria Aparecida freqüenta a sala há dois anos.
Ela afirma que houve uma melhora significativa na forma como ele interage com o grupo. “Os deficientes visuais costumam se excluir em pequenos grupos e o Guilherme se aproximou dos alunos regulares, ao longo das atividades na SRM. A melhora na auto-estima está sendo notável”, relatou a professora.
O aprendizado do aluno também evoluiu. Ele aprendeu a ler e escrever em braille, melhorou as noções de ambiente e já anda sozinho em casa. Na sala de aula, assim como todos os alunos com DV, ele conta com o auxílio de uma professora-tutora. O papel dela é acompanhá-los em todas as aulas e customizar o conteúdo para que eles entendam. “Hoje, eu consigo acompanhar a aula”, disse Guilherme.
Gabriela da Silva Bertoldo tem quatro anos e está na SRM desde o começo do ano, por indicação dos professores. Ela senta à frente de toda a turma, pois só enxerga a lousa de perto. Gabriela possui Síndrome de Marfan, uma doença do tecido conjuntivo que pode afetar o sistema esquelético, cardíaco e ocular. Nesse caso, é caracterizada por miopia e luxação do cristalino. A baixa visão de Gabriela é considerada de leve a moderada.
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Segundo a mãe da menina, Charlene da Silva Marcos, ela ficou mais esperta após entrar no programa. “A Gabriela desenvolveu a parte cognitiva e entende números, letras e cores. Além disso, é bem desinibida. Agora, ela se relaciona e brinca melhor”, afirmou a professora Luciana.
Atendimento Especial – A Sala de Recursos Multifuncionais é um programa do Governo Federal, em parceria com os municípios, que tem como objetivo apoiar a organização e a oferta do Atendimento Educacional Eespecializado. O serviço é prestado de forma complementar ou suplementar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação matriculados em classes comuns do ensino regular, assegurando-lhes acesso, participação e aprendizagem.
A rede municipal de Guarujá atende 14 alunos com Deficiência Visual. As Salas de Recursos do tipo 2 (direcionadas aos alunos com deficiência visual) são diferentes das Salas de tipo 1 (deficiência intelectual e auditiva) em relação ao material didático. Na escola Giusfredo Santini, há uma impressora Braille, uma máquina Braille, computadores adaptados, lupa eletrônica, reglete, entre outros.
Novos equipamentos – O Governo Federal vai enviar equipamento para 10 novas SRMs. Atualmente, a Cidade possui 29 salas, que atendem a mais de 500 alunos portadores de DI (deficiência intelectual), DA (deficiência auditiva) e DV (deficiência visual). A União é responsável por encaminhar o equipamento. E assim, a Prefeitura cede o espaço físico e os profissionais de Educação Especial.
Segundo a coordenadora de Deficiência Visual da Prefeitura, Rosângela Sousa de Jesus Nascimento, o principal objetivo das salas é dar autonomia para alunos com DV. “Por meio dos trabalhos de informática, noções de mobilidade, leitura e outros, a Sala de Recursos promove a inserção não só dentro da escola, mas na vida social. Nosso principal objetivo é para a autonomia dos alunos”, ressaltou Rosângela.

2 thoughts on “Os Deficientes Visuais de Guarujá tem Progredido

  1. Gostaria de sabe se tem uma vaga de trabalho para deficiente auditivo pra mim hoje em dia não tô conseguindo arruma emprego por causa do meu prblema

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