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Teste da orelhinha detecta perdas precoces de audição

Postado por on mar 20, 2013 | Faça um comentario


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André Luís explica que o diagnóstico precoce de perda auditiva, facilita na reabilitação e na aquisição da fala

Todo bebê pode apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. O teste da orelhinha, realizado ainda no hospital, tem por objetivo prevenir a deficiência auditiva ou até mesmo de remediar, no caso das crianças que apresentam surdez congênita.
O método mais utilizado para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs). Considerado bastante objetivo, este exame é indolor e de execução rápida, realizada durante o sono natural do bebê. Utiliza-se um fone na parte externa da orelha. Demora de 5 a
10 minutos e não tem qualquer contraindicação, não acorda nem incomoda. O exame de EOAs baseia-se na produção de certo estímulo sonoro e na percepção do retorno (eco), o registro é feito através do computador, verificando se a parte interna da orelha está normal, ou seja, em funcionamento, emitindo um gráfico com o diagnóstico.

No caso de suspeita de alguma anormalidade, após a realização da triagem auditiva neonatal, o bebê é encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica completa.

De acordo com o fonoaudiólogo André Luís da Silva, existe projeto de lei para que o exame se torne obrigatório, tal como o do pezinho. Em Uberaba, as maternidades realizam a triagem neonatal.

André explica que o diagnóstico precoce de perda auditiva facilita na reabilitação e na aquisição da fala. “Ao perceber que o filho está com dificuldades em ouvir, aos dois, três anos de idade, já teve um atraso de linguagem, o que pode trazer um déficit no desenvolvimento escolar da criança. O teste tem por objetivo iniciar antecipadamente o tratamento”, pontua.

Segundo o fonoaudiólogo, para aprender a falar, é necessário ouvir. Existem pessoas com deficiências auditivas, mas elas emitem sons de alguma maneira. Então, o jargão “surdo mudo” não existe. “A partir do momento em que ela coloca um aparelho auditivo, juntamente com a terapia fonoadiaudiológica e o acompanhamento de médico otorrinolaringologista, começa a ter o desenvolvimento de fala”, explica André.

 

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